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Friday, April 7, 2017

INNER GHOSTS de João Alves

Cinema de terror feito em Portugal é algo muito raro e, assim de repente, só me recordo de dois títulos: a divertida curta-metragem I’LL SEE YOU IN MY DREAMS de Miguel Ángel Vivas e o tenso COISA RUÍM de Tiago Guedes e Frederico Serra. 

Claro que há outros filmes portugueses que abordaram o género fantástico, como por exemplo o cinema de António de Macedo ou de Edgar Pêra. Nesse aspecto, o MOTELx, na sua secção “Quarto Perdido”, tem recuperado alguns títulos de produção nacional, muitos dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Também tem sido o MOTELx que, com o seu “Prémio para Melhor Curta Portuguesa”, tem incentivado a produção de curtas de terror à portuguesa.

Tudo isto para vos falar de INNER GHOSTS, um novo filme de terror de produção portuguesa, dirigido por João Alves, que na edição de 2010 do MOTELx ganhou o Prémio para Melhor Curta Portuguesa com o western com vampiros BATS IN THE BELFRY. Com argumento de Paulo Leite que, juntamente com Gabriel Augusto, é também um dos produtores, o filme encontra-se em fase de pós-produção e em breve vai lançar uma campanha no Kickstarter com o objetivo de conseguir algum dinheiro extra que lhes permita terminar o projeto.

Em passos largos, este novo filme conta-nos a história de Helen, uma 'brain researcher' que quer testar uma nova e revolucionária terapia que poderá curar doenças degenerativas do cérebro, como por exemplo Alzheimer. Para poder provar as suas teorias, ela necessita de fazer testes cognitivos em fantasmas. O problema é que ela renunciou ao seu dom para contactar o além há 15 anos e jurou nunca mais voltar a usá-lo. Mas uma artista de nome Elsa convence-a a ajudá-la a ver-se livre de uma demónio que a atormenta, sem saber que o objetivo do demónio é encontrá-la.

O filme é falado em inglês e do seu elenco fazem parte Celia Williams, Elizabeth Bochmann e Amanda Booth, três excelentes actrizes que já tive o prazer de ver algumas vezes no palco do The Lisbon Players, bem como Iris Cayatte, Normam MacCallu, Ana Sofia Leite, Patrícia Godinho e João Blümel.

Para mais informações visitem: www.innerghosts.com



Tuesday, April 4, 2017

GHOST IN THE SHELL – AGENTE DO FUTURO (Ghost in the Shell) de Rupert Sanders

A História: Quando os cientistas de uma importante empresa começam a ser assassinados, cabe a Major, uma jovem que é parte cyborg parte humana, descobrir o responsável. Durante a investigação descobre que os seus criadores lhe mentiram e está decidida a desvendar a verdade sobre a sua própria identidade.

Os Actores: Eu sei que Scarlett Johansson não é japonesa, mas não me lembro de mais ninguém que pudesse interpretar o papel de Major; ela tem a personalidade e o físico certo para a personagem, dando-lhe veracidade e um encanto muito pessoal. Juliette Binoche, Takeshi Kitano, Michael Pitt e Pilou Asbæk dão-lhe suporte, mas nenhum deles está ao nível dela; bem, as suas personagens também não são muito desenvolvidas.

O Filme: Antes de me crucificarem por ter não ter gostado deste filme, tenho que vos confessar algo, espero que não fiquem chocados. A verdade é que nunca fui grande apreciador de “manga”, nem de cinema de animação japonês (gosto do imaginário, mas não do ritmo lento). Vi a adaptação cinematográfica de 1995, mas não me lembro de nada a não ser que a achei aborrecida. Ouvi dizer que esta nova versão cinematográfica está muito fiel ao espírito da “manga” original, e não tenho razões para duvidar disso. Infelizmente para mim, achei o filme chato e não senti nenhuma ligação com a história. Visualmente, muito ao estilo BLADE RUNNER, é digno de ser visto e o filme tem uma cena brilhante: a perseguição de Major a um dos assassinos por uma rua cheia de água, que acaba numa espécie de um lago. Também gostei muito do estranho ambiente do antro onde Major é apanhada pelo assassino e achei a geisha genial. Mas isto não chega para fazer um bom filme e o resto, com excepção de Scarlett Johansson, não me convenceu. Eu adoro ficção-científica, mas para mim tem que ter mais emoção e suspense. Acredito que os fãs de “manga” poderão adorar este filme, mas eu não.

Classificação: 3 (de 1 a 10)












































Tuesday, March 28, 2017

VIDA INTELIGENTE (Life) de Daniel Espinosa

A História: Um grupo de cientistas a bordo de uma nave especial estudam uma estranha forma de vida descoberta em Marte. Esta evolui rapidamente e o seu único objetivo parece ser sobreviver, pondo em risco a vida de todos a bordo.

Os Actores: Sabem aqueles filmes em que o elenco é irrelevante? Pois, é isso que se passa com este filme. Não quero com isto dizer que Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson, Ryan Reynolds e os outros não estejam bem, apenas que faria pouca ou nenhuma diferença se fossem outros actores a interpretar os mesmos papéis. Não é que eles sejam apenas “carne para canhão”, mas falta carisma às suas personagens; se a culpa é deles, do realizador ou dos argumentistas não sei, mas é o que eu acho.  

O Filme: Tem havido muitos derivados do ALIEN de Ridley Scott, mas em termos de estrutura, história e ambiência este é dos mais parecidos, o que não abona muito a seu favor. Os primeiros minutos são um bocado lentos e falharam em criar empatia entre mim e os personagens. Tudo se torna mais interessante a partir do momento que a “forma de vida” começa a ganhar personalidade e gostei do conceito visual da mesma, sendo uma pena que o facto de inicialmente ela mudar de forma se perder a meio do filme. O ambiente fechado, as fugas nos corredores e o final com os “salva-vidas” tudo isso remete para o muito superior ALIEN. Apesar de tudo isso, o realizador Daniel Espinosa consegue criar um ambiente tenso, mas com pouco ou nenhum suspense, e em termos de efeitos especiais é muito bom. Quanto ao final, não me surpreendeu e é fácil de prever, mas mesmo assim gostei e acredito que os fãs da ficção-científica e do terror vão achar piada.

Classificação: 6 (de 1 a 10)